Mensagem #5

 

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Quando te encontrei

 

Fazia muito tempo que saí em sua busca.

A caminhada foi muito árdua e longa, ás vezes pensava até em desistir.

Mas algo em mim dava força para continuar e

esperança de que um dia encontraria um grande amor.

Em meio a esta incessante busca, passei por muitas transformações.

Fui ator, pintor, literato, poeta, aventureiro.

Pintei muitas faces, mas não te encontrei.

Escrevi romances, mas você não era a heroína.

Fiz poesias, mas nenhuma conseguiu exprimir a sua essência.

Mesmo assim, mesmo assim, sabia e sentia que você era real.

Então decidi continuar e enfrentar todas as dificuldades, que não foram poucas.

Passado muito tempo, mais uma vez o desânimo tomou conta de mim,

Já não era o mesmo jovem e quando eu achava que minha busca tinha sido frustrada,

eis que te encontro.

Meu coração como que num susto disparou a bater em descompasso.

Seu olhar para mim demostrava o mesmo, seu sorriso me arrebatou.

Quando você veio em minha direção, minhas pernas paralisaram, eu estava sem reação.

Dentro de mim eu gritava, “lhe encontrei, sabia que você era real, eu sabia, eu sabia”.

Esperava sua aproximação com braços estendidos e sorriso largo, mas estava cansado.

Ao te tocar, meus olhos se fecharam, caído em teus braços descansava,

a busca por você consumiu toda minha energia, me esforcei em vão para abrir os olhos,

mas sentia teu toque, teu afago, teu cheiro.

Em fim, todo meu esforço foi recompensado quando finalmente te encontrei.

 

Aprendiz de Poeta

Sinais de egoísmo no relacionamento

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Olá pessoal! Estava fazendo uma releitura do livro “Amar pode dar certo” dos autores Roberto T. Shinyashiki e Eliana Bittencourt Dumêt. No capítulo intitulado “Egoísmo: Ilusão do poder” os autores apresenta uma lista com 17 sinais de egoísmo no relacionamento por parte de um dos parceiros ou de ambos, lembrando que nem sempre a pessoa percebe que está sendo egoísta. Acho a lista bem interessante e complexa é claro, então decidi publicar e indicar a leitura do livro. Confiram abaixo os 17 sinais ou indícios de egoísmo no relacionamento:

#01 Fazer um programa a dois e não consultar o parceiro, apenas informando-o depois. E irritar-se ao não contar com a sua companhia ou aprovação.

#02 Chegar ao restaurante e fazer o pedido ao garçom, sem perguntar a quem o acompanha o que deseja comer.

#03 Falar o tempo todo e não parar para escutar o acompanhante.

#04 Dizer: “Eu sei o que é melhor para você”, em vez de perguntar: “Do que você precisa? Do que você gosta?”

#05 Não se sentir feliz com o sucesso do par.

#06 Não incentivar o crescimento do companheiro.

#07 Não se preocupar em atender alguma necessidade do outro, por achar que é bobagem.

#08 Não se lembrar do parceiro em momentos de alegria.

#09 Não dividir uma dor num momento difícil. Chegar em casa e, sistematicamente, isolar-se no trabalho, na leitura, diante da televisão ou do computador.

#10 Não respeitar os limites da outra pessoa.

#11 Desqualificar o sentimento romântico do ser amado.

#12 Não dividir tarefas domésticas.

#13 Gastar mais dinheiro consigo próprio do que as possibilidades financeiras do casal permitem.

#14 Não cuidar do outro quando ele precisa.

#15 Não se cuidar, para fazer o outro feliz.

#16 Pensar que todos os problemas da relação são apenas responsabilidade do companheiro.

#17 Exigir ser amado, mas não amar.

Bem pessoal é isso, fica a dica de leitura do livro que é maravilhoso. Pra se ter uma ideia a edição que eu tenho é a 127ª, é isso mesmo já foi bastante reeditado. Como os autores mesmo falam, o livro “Amar pode dar Certo” foi concebido para mudar a mentalidade de que amar é sempre negativo, doloroso, frustrante. Eles querem com o livro ajudar as pessoas a voltarem a acreditar no amor, no casamento, no namoro, enfim, querem fazer as pessoas perceberem que AMAR PODE DAR CERTO.

Mentira: repudiada, mas, muito usada nas relações

Já escrevi em outro texto que confiança é a base para as relações, não importa se de trabalho, amizade, amorosa e reafirmo aqui essa minha posição. Agora vejamos, para ter uma relação fundamentada na confiança é imprescindível ser verdadeiro e não ser conhecido como alguém que tem o hábito de mentir descaradamente, certo? Muitas pessoas acreditam veemente que devemos sempre ser sinceros e verdadeiros nas nossas relações, no entanto, existe o outro lado da moeda, a mentira.

O filósofo e psicólogo evolutivo David Livingstone Smith afirma no livro “Por que as Pessoas Mentem?” que “A mentira é o pilar das relações sociais”. Essa afirmação deve deixar muita gente de cara feia, mas se refletirmos um pouco veremos que em certo sentido o filósofo está correto. Dizer a verdade o tempo todo é chato e pode causar constrangimento, incômodo e até conflitos. Quem nunca ficou chateado por ter tomado aquela verdade na cara?

Um estudo curioso coordenado por Robert Feldman (Professor de psicologia da Universidade de Massachusetts) mostrou que num único dia escutamos cerca de 210 mentiras e que em média uma pessoa conta três mentiras a cada 10 minutos, bota curioso nisso hein!? Outra curiosidade é que tem estudos científicos que comprovam que bebês dão sorrisos falsos para estranhos.

Devemos entender de forma pragmática que há verdades que não devem ser ditas. Assim, você poderá estar mantendo o vínculo de uma relação, protegendo uma amizade que é muito cara a você. Dizer que a mentira ajuda nas relações não é admitir que devemos construir nossas relações baseadas nela, é que às vezes se faz necessário mentir tendo em vista o bem em comum. Muitas vezes precisamos mentir pelo fato de que o momento de revelar a verdade seja inapropriado, outras para preservar nossa privacidade e/ou de outra pessoa.

Na mitomania (mentira obsessiva-compulsiva) a mentira é intensa e prejudicial. Mentiras que podem prejudicar a si mesmo e aos outros é grave e inaceitável, podendo ser entendido como uma prática desonesta. Enfim, por um lado a mentira é um recurso plausível, mas a franqueza e a honestidade devem ser tomadas como ferramentas primeiras para uma relação sólida.

Desabafo de um jovem pessimista: parte II

Farol_Melancólico

Carta ao público,

Entre a vida e a morte, prefiro o nada. O silêncio da angústia é minha amiga. É no abismo que vejo o nada mais de perto, um frivião espiritual que me faz contorcer. O meu coração esta cheio, transbordando de uma paz cinza que reflete um sofrimento educador. A angústia da vida é pra mim pedagógica, aprendi a vivenciar a experiência com altivez e sinceridade.

“Toda vida é sofrimento”, diz Schopenhauer e nela me deleito como abelha ao mel. Quero me distanciar da vida feliz e otimista, que adoece o coração com a crença exacerbada na esperança. A última alegria, o último desejo, o último momento da vida deve ser o mais profícuo e verdadeiro momento, pois é aí que o finito se torna eterno.

Minha visão pessimista é esta, que encara o mundo como o reino das possibilidades do acerto e do erro, que busca efetivar um objetivo, mas sempre tendo em mente que pode dar errado. Não me guio por certezas, mas sim por possibilidades. Pensando a história da religião, da bíblia mais propriamente dita, vemos que Deus criou o mundo para apenas duas pessoas, Adão e Eva. Hoje vivemos num mundo de quase sete bilhões de pessoas, o caos está posto a bastante tempo. Não abro mão da compreensão e significação do mudo mesmo que isso me coloque diante do abismo, do nada, da morte.

Desculpe-me você caro leitor se por acaso não estou sendo claro, às vezes eu mesmo me perco entre as palavras. Não escrevi no intento de convencer-lhe, escrevi espontaneamente. Peço encarecidamente que você dê seu veredito e se alegre com os erros de português e com as possíveis incoerências das ideias.

Aprendiz de Poeta

Confira também: Desabafo de um jovem pessimista: parte I

Te esquecer, canalha

 

Não me venha com suas desculpas esfarrapadas

Não mais me enganarás, sairei por aquela porta e

Deixarei para trás toda a nossa história.

Quem dera eu ter ouvido as súplicas do destino

E não tivesse sucumbido aos teus caprichos.

 

Somente uma pessoa medíocre como você despertaria

O amor em outra só para depois destruir os sonhos vividos.

Canalha, canalha, teu coração é podre.

Quem dera eu nunca ter te conhecido

E agora como vou te esquecer? Será que ainda te amo?

 

Não, não! Lutarei contra meus sentimentos, usarei a razão

Para refrear minhas paixões e não vou dar o braço a torcer

Esquecer-te é minha meta, este objetivo alcançarei

E quem dera eu tivesse poderes mágicos,

Te esqueceria num segundo.

Zoranildo Santos

 

Era apenas um sonho

Era noite de lua cheia, os lobos uivavam de forma diferente. O vento gélido e cortante balançava as árvores que deixavam cair suas folhas ao chão. Os ferreiros ainda martelavam o metal quente contra a bigorna produzindo um som estridente que se propagava por muitas distâncias. As pessoas ainda transitavam normalmente na estrada pisoteando e chutando as folhas caídas. Quase não tinha crianças na rua, já estavam em seus aposentos prontas para dormir.

E eu? Eu estava absorta no cotidiano que se apresentava a mim quando de repente, senti uma pontada no coração, as pernas estremeceram e isso logo me pareceu ser um sinal. Que sensação estranha, uma mistura de distância, saudade e perda. Logo a memória tratou de lembrar-me que você estava na guerra, então meu coração sentindo a pressão do temor palpitou mais forte. Será meu Deus? Não pode ser, ele prometeu voltar, ele vai voltar.

Desde então meu espírito sossego não teve, para aumentar meu temor, as cartas que a ti enviava não retornava a mim resposta alguma. Diante de uma situação nada confortável não me restou alternativa senão esperar. Com ansiedade e esperança passei dias e noites esperando seu retorno. Ficava todo o dia na janela a sua espera, mas o que eu vi durante muitos dias foi apenas a vida transcorrendo em sua normalidade sem indicar sua volta.

Desgastada pela espera, finalmente a guerra acabou e infelizmente com ela minhas esperanças. Longe avistei uma carruagem do exército entrando no vilarejo, uma mistura de dor e suspense tomou posse de minha alma. Não era você, era um oficial que veio me notificar de sua morte e oferecer os pêsames, falou que você morreu bravamente e que eu receberia uma medalha de honra em sua homenagem.

Enquanto recebia a notícia o meu chão se abriu, meus órgãos passaram a se convulsionarem vibrantemente, náuseas tomaram conta de mim, passei a ter vertigem e como que num susto, abri os olhos arregalando-os com força. Espantada, notei que estava sentada na cama banhada em suor e aos prantos de choro lhe toquei e tomei consciência para meu alívio, que tudo isso não tinha passado de um sonho.

Aprendiz de Poeta