Quando te encontrei

 

Fazia muito tempo que saí em sua busca.

A caminhada foi muito árdua e longa, ás vezes pensava até em desistir.

Mas algo em mim dava força para continuar e

esperança de que um dia encontraria um grande amor.

Em meio a esta incessante busca, passei por muitas transformações.

Fui ator, pintor, literato, poeta, aventureiro.

Pintei muitas faces, mas não te encontrei.

Escrevi romances, mas você não era a heroína.

Fiz poesias, mas nenhuma conseguiu exprimir a sua essência.

Mesmo assim, mesmo assim, sabia e sentia que você era real.

Então decidi continuar e enfrentar todas as dificuldades, que não foram poucas.

Passado muito tempo, mais uma vez o desânimo tomou conta de mim,

Já não era o mesmo jovem e quando eu achava que minha busca tinha sido frustrada,

eis que te encontro.

Meu coração como que num susto disparou a bater em descompasso.

Seu olhar para mim demostrava o mesmo, seu sorriso me arrebatou.

Quando você veio em minha direção, minhas pernas paralisaram, eu estava sem reação.

Dentro de mim eu gritava, “lhe encontrei, sabia que você era real, eu sabia, eu sabia”.

Esperava sua aproximação com braços estendidos e sorriso largo, mas estava cansado.

Ao te tocar, meus olhos se fecharam, caído em teus braços descansava,

a busca por você consumiu toda minha energia, me esforcei em vão para abrir os olhos,

mas sentia teu toque, teu afago, teu cheiro.

Em fim, todo meu esforço foi recompensado quando finalmente te encontrei.

 

Aprendiz de Poeta

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Era apenas um sonho

Era noite de lua cheia, os lobos uivavam de forma diferente. O vento gélido e cortante balançava as árvores que deixavam cair suas folhas ao chão. Os ferreiros ainda martelavam o metal quente contra a bigorna produzindo um som estridente que se propagava por muitas distâncias. As pessoas ainda transitavam normalmente na estrada pisoteando e chutando as folhas caídas. Quase não tinha crianças na rua, já estavam em seus aposentos prontas para dormir.

E eu? Eu estava absorta no cotidiano que se apresentava a mim quando de repente, senti uma pontada no coração, as pernas estremeceram e isso logo me pareceu ser um sinal. Que sensação estranha, uma mistura de distância, saudade e perda. Logo a memória tratou de lembrar-me que você estava na guerra, então meu coração sentindo a pressão do temor palpitou mais forte. Será meu Deus? Não pode ser, ele prometeu voltar, ele vai voltar.

Desde então meu espírito sossego não teve, para aumentar meu temor, as cartas que a ti enviava não retornava a mim resposta alguma. Diante de uma situação nada confortável não me restou alternativa senão esperar. Com ansiedade e esperança passei dias e noites esperando seu retorno. Ficava todo o dia na janela a sua espera, mas o que eu vi durante muitos dias foi apenas a vida transcorrendo em sua normalidade sem indicar sua volta.

Desgastada pela espera, finalmente a guerra acabou e infelizmente com ela minhas esperanças. Longe avistei uma carruagem do exército entrando no vilarejo, uma mistura de dor e suspense tomou posse de minha alma. Não era você, era um oficial que veio me notificar de sua morte e oferecer os pêsames, falou que você morreu bravamente e que eu receberia uma medalha de honra em sua homenagem.

Enquanto recebia a notícia o meu chão se abriu, meus órgãos passaram a se convulsionarem vibrantemente, náuseas tomaram conta de mim, passei a ter vertigem e como que num susto, abri os olhos arregalando-os com força. Espantada, notei que estava sentada na cama banhada em suor e aos prantos de choro lhe toquei e tomei consciência para meu alívio, que tudo isso não tinha passado de um sonho.

Aprendiz de Poeta

 

Como seria o mundo sem Saudade?

“Toda saudade é amor, e amar é conhecer alguém. Ninguém tem saudade do que não ama e ninguém ama o que não conhece”. Nelci Silvério de Oliveira

O termo saudade significa ou melhor dizendo descreve, uma mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. Etimologicamente sua origem é latina e vem das palavras “Solitas, solitatis”. A palavra saudade é quase que intraduzível, ela existe apenas na língua portuguesa e no galego.

Quando uma pessoa ou um objeto (pode ser qualquer coisa, um momento vivido, um animal, um brinquedo etc) imprime em nossa vida um significado forte, ou seja, nos proporciona uma experiência relevante e prazerosa, sua ausência certamente será sentida e sua lembrança evocada em algum momento, nos proporcionando um prazer saudoso.

O curioso é que a saudade pode ser ambígua no seguinte aspecto: às vezes quando sentimos saudade e lembramo-nos do objeto desta saudade ficamos tristes, mas, no entanto, essa tristeza é pelo fato da ausência e não da saudade ou da lembrança em si, pois nem sempre quando sentimos saudade ficamos tristes.

O que acabamos de falar no parágrafo acima é uma espécie de conflito sentimental entre a lembrança e a ausência. Quando surge a lembrança do amado ou da amada que se foi, surge uma inconformidade com a sua ausência, mesmo assim, a saudade acaba sendo uma conciliadora.

O ser humano por ser dotado de memória é um Ser que transita conscientemente entre o presente, passado e futuro. A saudade é o gancho que nos leva – por meio da memória – ao passado, que não nos deixa situados apenas no presente, neste presente que nos dias de hoje – tecnicista – é esvaziado de sentido e espiritualidade.

A saudade é fundamental e diz que podemos no futuro, num porvir, saciar a carência causada pela ausência do objeto amado. Por meio da lembrança, tornamos o objeto da saudade presente mais uma vez.

Em meio a tantas tarefas, a saudade também nos dar força para lutar contra as dificuldades impostas pela vida, no intuito de acelerar ou de realizar da melhor forma possível um reencontro com uma pessoa amada.

Agora pergunto a vocês caros leitores: como seria o mundo sem saudade?

Essa é uma pergunta cuja resposta necessitaria de várias páginas para escrever, mas em rápidos traçados, um mundo sem saudade tornaria a vida humana um gelo, uma solidão absoluta, e isso tornaria a vida num fardo mais pesado do que possa ser.

A vida não é constituída apenas do orgânico e do mecânico, mas sim também dos sentimentos, das emoções e dos afetos. É uma relação entre seres que compartilham sentimentos semelhantes e discordantes, onde a saudade tem fundamental importância.

Quem perdeu foi você

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Com a minha imaginação preencho o vazio que sua partida deixou em mim.

Consigo aliviar-me um pouco, mas quando abro os olhos, percebo a minha realidade

E na minha realidade não existe mais você. Essa falta está sendo muito dolorosa,

Às vezes quando busco apoio tombo no vazio que você deixou

Mas tenho que ser forte, tenho que viver e tentar ser feliz,

A decisão foi sua, você escolheu assim e isto está fora do meu alcance.

Esquecestes que tínhamos prometido um ao outro que seriamos um só para sempre?

Não, você não esqueceu, covardemente você mentiu, fez uma falsa promessa.

Agora te faço outra promessa, prometo que vou me reerguer e continuar minha caminhada,

mostrando a todos que no final das contas quem perdeu foi VOCÊ.

O jovem Werther e o suicídio por amor

No século XVIII o romantismo estava em alta sendo expresso por várias formas artísticas, sendo a literatura a grande forma que se destacava. Foi por meio da literatura que chegou ao povo alemão e depois ao mundo o romance que marcaria época. Marcaria não só pela boa construção literária, mais também por um fenômeno trágico que se alastrou pela Europa: o suicídio por amor.

“Os sofrimentos do jovem Werther” é um romance escrito pelo grande escritor alemão Goethe publicado em 1774. Foi escrito em primeira pessoa e era uma troca de cartas entre Werther e seu amigo Wilhelm. Nessas cartas o jovem Werther narra seu cotidiano até conhecer a bela Charlotte (ou Carlota) por quem ficará loucamente apaixonado.

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Johann Wolfgang von Goethe

Infelizmente este amor não pode ser correspondido, pois Charlotte já está prometida a outro. Mesmo assim Werther não deixa de amá-la e toma a decisão de tornar o seu amor por Charlotte eterno cometendo suicídio. Em meio as pertubações de seus sentimentos ele se mata com um tiro de pistola na cabeça.

Leia o trecho em que Wilhelm fala da morte de Werther, é muito emocionante:

“Pela manhã, às 6 horas, o criado entrou no quarto com a luz. Encontrou o seu senhor no chão, viu a pistola e o sangue. Chamou-o, mexeu nele; nenhuma resposta, ele ainda agonizava. Correu em busca dos médicos e de Albert. Lotte ouviu alguém tocar a campanhia e um tremor convulsionou-lhe todos os membros (…). Tinha atirado na cabeça, logo acima do olho direito, fazendo saltar os miolos. Pelo sangue espalhado no espaldar da cadeira, concluiu-se que ele realizara seu intento sentado à escrivaninha, caíra em seguida, rolando convulsivamente em volta da cadeira. Estava estendido de costas perto da janela, inerte, todo vestido e calçado, de casaca azul e colete amarelo. (…) Do vinho, bebera somente um copo.”

(Tradução de Erlon José Paschoal)

O curioso de tudo isso é que esse romantismo de Werther causou uma grande comoção na Europa e influenciou os jovens de tal maneira que eles queriam se comportar como Werther. E o mais chocante é que o exemplo do suicídio foi seguido por muitos jovens na Europa causando uma grande onda de suicídios. A coisa chegou a tal ponto que o autor Goethe teve que escrever ao povo pedindo para não seguir o exemplo do jovem Werther.

Este romance traz um elemento muito marcante em matéria de amor, o desejo pelo impossível. Muitos homens e mulheres já se aventuraram por esses caminhos, amores que não podiam ser correspondidos, seja por qual motivo for. Isso reforça mais ainda a tese de que ninguém escolhe quem amar, simplesmente acontece é coisa do sentimento, aí a vida às vezes nos prega poucas e boas.

A intenção desse post é trazer a curiosidade dos suicídios relacionados ao romance escrito por Goethe que sem dúvida é um fato marcante na historia da literatura e indicar a leitura de “Os sofrimentos do jovem Werther” é uma belíssima história de amor. Tenho certeza que você vai se emocionar.

Um pouco sobre: Amor platônico.

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Eros

Quase todo mundo já ouviu pelo menos uma vez este termo: Amor platônico. Mais o que

significa mesmo isso, amor platônico? Bem, ele é comumente usado para designar um

relacionamento “amoroso” em que não existe nenhum tipo de interesse, nem mesmo um

interesse sexual. No entanto, essa é uma definição de amor completamente diferente da

concepção de amor ideal de Platão (filosofo grego da antiguidade clássica). Para Platão o

amor era algo puro e não estava ligado a paixões que são cegas e falsas. O amor para Platão

é fundamentado não num interesse, mas na virtude. No seu livro “O banquete”

Platão considera o amor como sendo a raiz de todas as virtudes e da verdade.

Nossos jovens e o cuidado com as paixões

Texto I

Nossos jovens hoje estão vivendo um momento de extrema liberdade, o tabu sexo foi quebrado – quebrado não, estraçalhado -, as meninas e meninos estão mais livres para namorar e os pais estão seguindo essa tendência de deixar correr solto. Este clima de liberdade onde tudo pode, trás consequências graves que passam despercebidos pelos pais e pela sociedade em geral.

Na época de nossos avós era diferente, existia todo um ritual até ser permitido pelo menos um beijo, o cara tinha que ganhar a confiança dos pais da menina, havia horários, encontro entre os familiares para se conhecerem e assim se construía uma relação mais solida que não necessariamente seria uma relação perfeita, mais era algo feito no sentido de ajudar os filhos em suas caminhadas na vida. No entanto hoje, tudo isso é considerado brega, retrogrado, que atrapalhava a vida dos filhos, e tornava-os marionetes nas mãos dos pais. E você, o que acha?

Bem, o que vejo hoje em dia é que principalmente as meninas estão cada vez mais passando por experiências horríveis no campo das relações amorosas, e a falta daquela preocupação que havia na época de nossos avós contribui bastante pra essa situação. Sem orientação e sob o princípio de liberdade, muitas garotas passam por desilusões amorosas graves e que poderia ter sido evitado se tivesse tido mais sensatez antes de se entregar por completo.

Não estou dizendo que os jovens que passam por estas desilusões graves são irresponsáveis, isso é coisa do próprio sentimento, você não escolhe quem amar, mas que com um pouco de cuidado pode-se evitar graves problemas relacionados a desilusões amorosas.

Confiram também nosso texto QUEM AMA, SOFRE!

Um garoto ao se deparar com uma menina que lhe enche os olhos, e fica afim, fará tudo para conquistá-la, prometerá amor eterno, fidelidade, jura de joelhos lhe fazer feliz etc. A menina movida pela emoção e acreditando nas promessas, se entrega (claro, tem aquelas que resistem mais, e aquelas que não cedem). Tudo bem quando essa relação dura e realmente eles se amam.

Mais continuando essa situação específica, o mundo desaba quando ela começa a perceber que já não é mais tão amada e aquele que de joelhos lhe prometeu tudo não quer mais nada com ela. O menino em muitas situações não é um canalha, ele também acreditava estar apaixonado e não percebia que era movido pela “efervescência dos hormônios” e pelo sentimento de conquista ou simplesmente estava mesmo gostando e depois passou a não gostar mais. Lembrando que essas situações acontecem com os adultos também, mais entre os jovens em muitos casos a decepção parece ser mais severa.

Gostaria de esclarecer que o ponto não é desestimular os jovens a se arriscarem no amor (pois, também faz parte da vida) e sim de orientá-los a conhecer melhor a outra pessoa, ter calma, não ceder tão rápido, podendo com isso evitar graves problemas que podem se arrastar por toda vida. Queria escrever muito mais e esclarecer alguns pontos, mas o texto já está muito longo, então, prometo escrever outro texto a esse respeito.