Sinais de egoísmo no relacionamento

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Olá pessoal! Estava fazendo uma releitura do livro “Amar pode dar certo” dos autores Roberto T. Shinyashiki e Eliana Bittencourt Dumêt. No capítulo intitulado “Egoísmo: Ilusão do poder” os autores apresenta uma lista com 17 sinais de egoísmo no relacionamento por parte de um dos parceiros ou de ambos, lembrando que nem sempre a pessoa percebe que está sendo egoísta. Acho a lista bem interessante e complexa é claro, então decidi publicar e indicar a leitura do livro. Confiram abaixo os 17 sinais ou indícios de egoísmo no relacionamento:

#01 Fazer um programa a dois e não consultar o parceiro, apenas informando-o depois. E irritar-se ao não contar com a sua companhia ou aprovação.

#02 Chegar ao restaurante e fazer o pedido ao garçom, sem perguntar a quem o acompanha o que deseja comer.

#03 Falar o tempo todo e não parar para escutar o acompanhante.

#04 Dizer: “Eu sei o que é melhor para você”, em vez de perguntar: “Do que você precisa? Do que você gosta?”

#05 Não se sentir feliz com o sucesso do par.

#06 Não incentivar o crescimento do companheiro.

#07 Não se preocupar em atender alguma necessidade do outro, por achar que é bobagem.

#08 Não se lembrar do parceiro em momentos de alegria.

#09 Não dividir uma dor num momento difícil. Chegar em casa e, sistematicamente, isolar-se no trabalho, na leitura, diante da televisão ou do computador.

#10 Não respeitar os limites da outra pessoa.

#11 Desqualificar o sentimento romântico do ser amado.

#12 Não dividir tarefas domésticas.

#13 Gastar mais dinheiro consigo próprio do que as possibilidades financeiras do casal permitem.

#14 Não cuidar do outro quando ele precisa.

#15 Não se cuidar, para fazer o outro feliz.

#16 Pensar que todos os problemas da relação são apenas responsabilidade do companheiro.

#17 Exigir ser amado, mas não amar.

Bem pessoal é isso, fica a dica de leitura do livro que é maravilhoso. Pra se ter uma ideia a edição que eu tenho é a 127ª, é isso mesmo já foi bastante reeditado. Como os autores mesmo falam, o livro “Amar pode dar Certo” foi concebido para mudar a mentalidade de que amar é sempre negativo, doloroso, frustrante. Eles querem com o livro ajudar as pessoas a voltarem a acreditar no amor, no casamento, no namoro, enfim, querem fazer as pessoas perceberem que AMAR PODE DAR CERTO.

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Era apenas um sonho

Era noite de lua cheia, os lobos uivavam de forma diferente. O vento gélido e cortante balançava as árvores que deixavam cair suas folhas ao chão. Os ferreiros ainda martelavam o metal quente contra a bigorna produzindo um som estridente que se propagava por muitas distâncias. As pessoas ainda transitavam normalmente na estrada pisoteando e chutando as folhas caídas. Quase não tinha crianças na rua, já estavam em seus aposentos prontas para dormir.

E eu? Eu estava absorta no cotidiano que se apresentava a mim quando de repente, senti uma pontada no coração, as pernas estremeceram e isso logo me pareceu ser um sinal. Que sensação estranha, uma mistura de distância, saudade e perda. Logo a memória tratou de lembrar-me que você estava na guerra, então meu coração sentindo a pressão do temor palpitou mais forte. Será meu Deus? Não pode ser, ele prometeu voltar, ele vai voltar.

Desde então meu espírito sossego não teve, para aumentar meu temor, as cartas que a ti enviava não retornava a mim resposta alguma. Diante de uma situação nada confortável não me restou alternativa senão esperar. Com ansiedade e esperança passei dias e noites esperando seu retorno. Ficava todo o dia na janela a sua espera, mas o que eu vi durante muitos dias foi apenas a vida transcorrendo em sua normalidade sem indicar sua volta.

Desgastada pela espera, finalmente a guerra acabou e infelizmente com ela minhas esperanças. Longe avistei uma carruagem do exército entrando no vilarejo, uma mistura de dor e suspense tomou posse de minha alma. Não era você, era um oficial que veio me notificar de sua morte e oferecer os pêsames, falou que você morreu bravamente e que eu receberia uma medalha de honra em sua homenagem.

Enquanto recebia a notícia o meu chão se abriu, meus órgãos passaram a se convulsionarem vibrantemente, náuseas tomaram conta de mim, passei a ter vertigem e como que num susto, abri os olhos arregalando-os com força. Espantada, notei que estava sentada na cama banhada em suor e aos prantos de choro lhe toquei e tomei consciência para meu alívio, que tudo isso não tinha passado de um sonho.

Aprendiz de Poeta

 

O jovem Werther e o suicídio por amor

No século XVIII o romantismo estava em alta sendo expresso por várias formas artísticas, sendo a literatura a grande forma que se destacava. Foi por meio da literatura que chegou ao povo alemão e depois ao mundo o romance que marcaria época. Marcaria não só pela boa construção literária, mais também por um fenômeno trágico que se alastrou pela Europa: o suicídio por amor.

“Os sofrimentos do jovem Werther” é um romance escrito pelo grande escritor alemão Goethe publicado em 1774. Foi escrito em primeira pessoa e era uma troca de cartas entre Werther e seu amigo Wilhelm. Nessas cartas o jovem Werther narra seu cotidiano até conhecer a bela Charlotte (ou Carlota) por quem ficará loucamente apaixonado.

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Johann Wolfgang von Goethe

Infelizmente este amor não pode ser correspondido, pois Charlotte já está prometida a outro. Mesmo assim Werther não deixa de amá-la e toma a decisão de tornar o seu amor por Charlotte eterno cometendo suicídio. Em meio as pertubações de seus sentimentos ele se mata com um tiro de pistola na cabeça.

Leia o trecho em que Wilhelm fala da morte de Werther, é muito emocionante:

“Pela manhã, às 6 horas, o criado entrou no quarto com a luz. Encontrou o seu senhor no chão, viu a pistola e o sangue. Chamou-o, mexeu nele; nenhuma resposta, ele ainda agonizava. Correu em busca dos médicos e de Albert. Lotte ouviu alguém tocar a campanhia e um tremor convulsionou-lhe todos os membros (…). Tinha atirado na cabeça, logo acima do olho direito, fazendo saltar os miolos. Pelo sangue espalhado no espaldar da cadeira, concluiu-se que ele realizara seu intento sentado à escrivaninha, caíra em seguida, rolando convulsivamente em volta da cadeira. Estava estendido de costas perto da janela, inerte, todo vestido e calçado, de casaca azul e colete amarelo. (…) Do vinho, bebera somente um copo.”

(Tradução de Erlon José Paschoal)

O curioso de tudo isso é que esse romantismo de Werther causou uma grande comoção na Europa e influenciou os jovens de tal maneira que eles queriam se comportar como Werther. E o mais chocante é que o exemplo do suicídio foi seguido por muitos jovens na Europa causando uma grande onda de suicídios. A coisa chegou a tal ponto que o autor Goethe teve que escrever ao povo pedindo para não seguir o exemplo do jovem Werther.

Este romance traz um elemento muito marcante em matéria de amor, o desejo pelo impossível. Muitos homens e mulheres já se aventuraram por esses caminhos, amores que não podiam ser correspondidos, seja por qual motivo for. Isso reforça mais ainda a tese de que ninguém escolhe quem amar, simplesmente acontece é coisa do sentimento, aí a vida às vezes nos prega poucas e boas.

A intenção desse post é trazer a curiosidade dos suicídios relacionados ao romance escrito por Goethe que sem dúvida é um fato marcante na historia da literatura e indicar a leitura de “Os sofrimentos do jovem Werther” é uma belíssima história de amor. Tenho certeza que você vai se emocionar.

Helena de Troia: Culpada ou Inocente?

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Helena de Tróia é uma personagem emblemática da Ilíada, que é um grande poema supostamente escrito por Homero por volta do século VIII a.C. Helena era tida como a mulher mais linda do mundo e era casada com Menelau um grande rei lendário da Lacedemónia em Esparta. Em um dado momento o rei Menelau organizou uma festa entre os espartanos e os troianos. Páris filho do rei Príamo de Troia é enviado para representar os troianos na festa que acontece na casa de Menelau. Chegando lá Páris conhece Helena e de imediato se encanta com sua beleza divina. Passado nove dias o festejo ainda continua, no décimo dia Menelau esposo de Helena precisa se ausentar para ir ao funeral de seu avó, mais Páris fica. Para resumir, Helena e Páris se apaixonam, Helena vai embora com Páris para Troia deixando para trás seu esposo e sua filha que tinha apenas nove anos de idade.

O resultado dessa desfeita em nome do amor é a conhecida guerra de Troia, onde morre o grande Aquiles e o queridíssimo e amado Heitor irmão de Páris, primogénito do rei Príamo, sem falar que Troia é completamente destruída. Assim, Helena fica conhecida como a mulher que causou um desastre sem precedentes causando nos troianos certa rejeição a ela, se torna alvo de críticas de muitos poetas gregos e de muitos troianos. No entanto, um retórico e filosofo grego chamado Górgias nascido aproximadamente em 485 a.C escreveu um texto com o nome “Elogio de Helena” onde ele vai defender que Helena é inocente mostrando quatro argumentos.

Se ela foi raptada violentamente, ela não tem culpa, pois que força teria Helena uma mulher sensível, contra um homem forte e astuto.

Se ela foi convencida e enganada pelo discurso, pela palavra, também pode ser absolvida, pois, uma conversa bem articulado é soberana e convence mesmo. Contando ainda com a beleza de Páris, sua juventude e carinho.

As sugestões oferecidas por Páris por meio da conversa provoca prazer e afasta a dor, assim, o poder de persuasão é muito forte e pra ela mais ainda, pois já tinha sido raptada outra vez tornando-a frágil.

Se foi o amor, não podemos evitar a isenção de culpa por parte de Helena, porque contra o amor não é possível lutar, tendo em vista que o amor é para os gregos um deus.

Esses são os argumentos de Górgias para livrar Helena da má fama, o que vocês acham? Helena é culpada pela guerra e tem que carregar esse peso, ou dá pra livra-la da culpa como o Górgias sugeriu? Hoje em dia ainda existem muitas Helenas, mulheres que deixam esposo e filhos para viver um novo amor, não acham?