Nossos jovens e o cuidado com as paixões

Texto I

Nossos jovens hoje estão vivendo um momento de extrema liberdade, o tabu sexo foi quebrado – quebrado não, estraçalhado -, as meninas e meninos estão mais livres para namorar e os pais estão seguindo essa tendência de deixar correr solto. Este clima de liberdade onde tudo pode, trás consequências graves que passam despercebidos pelos pais e pela sociedade em geral.

Na época de nossos avós era diferente, existia todo um ritual até ser permitido pelo menos um beijo, o cara tinha que ganhar a confiança dos pais da menina, havia horários, encontro entre os familiares para se conhecerem e assim se construía uma relação mais solida que não necessariamente seria uma relação perfeita, mais era algo feito no sentido de ajudar os filhos em suas caminhadas na vida. No entanto hoje, tudo isso é considerado brega, retrogrado, que atrapalhava a vida dos filhos, e tornava-os marionetes nas mãos dos pais. E você, o que acha?

Bem, o que vejo hoje em dia é que principalmente as meninas estão cada vez mais passando por experiências horríveis no campo das relações amorosas, e a falta daquela preocupação que havia na época de nossos avós contribui bastante pra essa situação. Sem orientação e sob o princípio de liberdade, muitas garotas passam por desilusões amorosas graves e que poderia ter sido evitado se tivesse tido mais sensatez antes de se entregar por completo.

Não estou dizendo que os jovens que passam por estas desilusões graves são irresponsáveis, isso é coisa do próprio sentimento, você não escolhe quem amar, mas que com um pouco de cuidado pode-se evitar graves problemas relacionados a desilusões amorosas.

Confiram também nosso texto QUEM AMA, SOFRE!

Um garoto ao se deparar com uma menina que lhe enche os olhos, e fica afim, fará tudo para conquistá-la, prometerá amor eterno, fidelidade, jura de joelhos lhe fazer feliz etc. A menina movida pela emoção e acreditando nas promessas, se entrega (claro, tem aquelas que resistem mais, e aquelas que não cedem). Tudo bem quando essa relação dura e realmente eles se amam.

Mais continuando essa situação específica, o mundo desaba quando ela começa a perceber que já não é mais tão amada e aquele que de joelhos lhe prometeu tudo não quer mais nada com ela. O menino em muitas situações não é um canalha, ele também acreditava estar apaixonado e não percebia que era movido pela “efervescência dos hormônios” e pelo sentimento de conquista ou simplesmente estava mesmo gostando e depois passou a não gostar mais. Lembrando que essas situações acontecem com os adultos também, mais entre os jovens em muitos casos a decepção parece ser mais severa.

Gostaria de esclarecer que o ponto não é desestimular os jovens a se arriscarem no amor (pois, também faz parte da vida) e sim de orientá-los a conhecer melhor a outra pessoa, ter calma, não ceder tão rápido, podendo com isso evitar graves problemas que podem se arrastar por toda vida. Queria escrever muito mais e esclarecer alguns pontos, mas o texto já está muito longo, então, prometo escrever outro texto a esse respeito.

Pesquisa aponta 17 motivos que faz com que homens e mulheres percam o interesse no relacionamento

Um estudo realizado por psicólogos da University of Western Sydney na Austrália aponta 17 motivos que fazem com que homens e mulheres desistam de um relacionamento. O estudo foi realizado com mais de 6 mil pessoas entre 21 e 76 anos. O resultado foi publicado na revista Psychology Social Bulletin.

A pesquisa revelou que entre as mulheres, as tês atitudes que elas mais reprovam são respectivamente a preguiça, a aparência desleixada ou suja e ser muito carente. O interessante é que a respeito do corpo atlético os índices são muito baixos, hoje que há uma valoração exacerbada do corpo atlético a pesquisa mostra que não ser atlético não é um grande problema.

Veja abaixo a lista completa:

#01 APARÊNCIA DESLEIXADA OU SUJA

62% para os homens / 71% para as mulheres

#02 PREGUIÇA

60% para os homens / 72% para as mulheres

#03 CARÊNCIA

57% para os homens / 58% para as mulheres

#04 FALTA DE SENSO DE HUMOR

50% para os homens / 58% para as mulheres

#05 MORAR LONGE

51% para os homens / 47% para as mulheres

#06 SEXO RUIM

44% para os homens / 50% para as mulheres

#07 FALTA DE CONFIANÇA

33% para os homens / 47% para as mulheres

#08 ASSISTIR MUITA TV E EXAGERAR NOS VÍDEO GAMES

25% para os homens / 41% para as mulheres

#09 BAIXO DESEJO SEXUAL

39% para os homens / 27% para as mulheres

#10 TEIMOSIA

32% para os homens / 34% para as mulheres

#11 FALAR DEMAIS

26% para os homens / 20% para as mulheres

#12 TRANQUILIDADE EXCESSIVA

11% para os homens / 17% para as mulheres

#13 SER BRUSCO

11% para os homens / 17% para as mulheres

#14 NÃO QUERER TER FILHOS

13% para os homens / 15% para as mulheres

#15 JÁ TER FILHOS

14% para os homens / 12% para as mulheres

#16 SER MUITO ATLÉTICO

7% para os homens / 10% para as mulheres

#17 NÃO SER ATLÉTICO

7% para os homens / 6% para as mulheres

 

Um novo caminho, uma nova vida

Passei a andar em meio à multidão olhando o chão

Não tinha vontade de andar com a cabeça erguida

Sempre acreditei que seria feliz quando amasse alguém

Mas os traços de minha face revelavam o sofrimento de amar.

Desde que te conheci vivi em função de você,

Então o que era amar tornou-se infelicidade, pois eu não existia mais, era só você.

Meu espirito inquieto se revelava contra mim, e assim aumentava minha angústia.

Foi então que comecei uma luta feroz para me libertar e tentar a felicidade.

Nessa nova caminhada aprendi novamente que vale apena viver.

Vou arriscar mais uma vez na certeza de que posso sim ser feliz

E quem sabe, encontrar aquele que seja para mim o que você não foi.

 

 

Análise do Filme: Infidelidade (2002)

*Atenção, o texto contém spoiler. Fotos: Creative commons, google images.

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O drama erótico começa mostrando um pouco da vida feliz de uma família formada por Connie Sumner (Diane Lane) casada há onze anos com Edward (Richard Gere) e o filho do casal Charlie (Erik Per Sullivan). Eles formam a típica família que toda mulher sonha em ter, Edward é um marido bem sucedido, romântico, que ajuda a esposa na cozinha e no jardim, se dedicando integralmente a sua família, e eles também tem um filho fofo.

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Certo dia depois de ter cumprido sua rotina, Connie sai de casa para comprar um presente para Charlie. Depois de ter feito as compras Connie se vê em meio a uma ventania e se esbarra em um homem jovem e bonito. Este homem é Paul Martel (Olivier Martinez) um jovem francês sedutor e comerciante de livros. Connie cai e machuca os joelhos, o belo jovem se propõe a ajuda-la, e convida-a para subir até seu apartamento, ela ainda olha para o taxi mas acaba aceitando o convite. Assim começa um romance extraconjugal que vai culminar num fim trágico.

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A rotina

A tela inicial do filme chama a atenção para um aspecto importante, a rotina que a família está envolvida. Connie acorda cedo, prepara o café da manhã para o filho e o marido, certifica se está tudo pronto pro filho ir para escola, ouve Edward falar sobre os negócios e assim se resume a vida de Connie que também ama o marido. O filme mostra esse choque de realidade, o da rotina presa à família e o da liberdade irresponsável. Há muito tempo que Connie vivia na mesmice limitando suas sensações, sentimentos e desejos. Eis que surge algo novo na vida de Connie que desperta seu interesse, apesar de proibido.

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A casa de Martel x Casa de Edward

O primeiro impacto é a diferença entre o ambiente que Connie vive sua rotina e o ambiente que vive Martel. Uma casa desarrumada cheia de livros por toda parte e que passa uma sensação de liberdade, descontração, muito diferente da sua casa da qual ela tem uma tremenda responsabilidade, e todo um ritual a cumprir todos os dias. Se junta a isso um jovem belo e sedutor.

A reação de Connie durante e após a primeira transa

Outros momentos interessantes do filme são as cenas antes, durante e após a primeira transa. Connie ao se entregar sente o peso psicológico da traição e demostra isso num acesso de choro e riso entrelaçado, uma espécie de culpa e prazer que se misturam, tenta resistir dizendo que não pode fazer isso, mas o jogo de sedução de Martel é mais forte, ele pede a ela para bater nele e assim ela se acalma. Na volta pra casa no trem, Connie está a todo tempo chorando e rindo se lembrando do que acabou de fazer. Essa cena dá uma sensação de que Connie não é uma canalha, uma vilã que está fazendo isso só por sacanagem.

O tratamento no sexo

Com Martel o sexo tem elementos diferenciados, ele tem pegada, atitude, é mais enérgico, é mais “violento”, calma pessoal, ele não agride ela. Freud diz que o sexo é irracional, no sentido de que no ato sexual sempre há uma pegada mais forte, que muitas vezes pode ser caracterizada por uma puxada de cabelo, uma cravada de unha, um tapinha etc, uma criança quando flagra os pais transando chora, fica com raiva do pai, pois ela acha que o pai está agredindo a mãe, isso mostra como o sexo tem uma natureza violenta. A diferença do tratamento no sexo fica clara no filme, com Edward o sexo é sempre muito recheado de romantismo e não tem calor. Numa cena no quarto Connie pega a mão de Edward e coloca no seu corpo pede pra ele sentir e pegar de uma forma mais ambiciosa e pergunta se ele quer transar, se tá afim, ele demora um pouco a responder e quando responde faz de maneira como se aquela transa fosse só mais uma transa, ele é frio. Com Martel não, parecem dois jovens adolescentes feitos um vendaval passando pela casa, ela se masturba pra ele, eles transam no banheiro de uma cafeteria onde Connie estava com algumas amigas, transam no cinema, na escadaria do prédio, ufa!!! aja energia.

A mensagem final

O fim é trágico, Edward descobre a traição e mata o jovem francês, não quero ficar descrevendo o filme, pois é muito conhecido. Mais a mensagem principal que vejo é a do recomeço, Edward e Connie estão decididos a recomeçar e esquecer tudo o que aconteceu. Resta saber se é realmente possível.

Confira texto relacionado ao tema aqui.

Um pouco sobre: Amar uma única vez

Nelson Rodrigues fala que só existe o primeiro amor, só se ama de verdade uma única vez. Estaria certo o “anjo pornográfico” (é como Nelson ficou conhecido)? Amar uma única vez é um fardo muito pesado pro ser humano, e quem sabe amar muitas vezes também seja complicado. Querer amar alguém é um desejo universal e tal desejo se realiza em algum momento da sua vida. Levando em consideração a afirmação acima vejamos o seguinte, João e Maria se amam loucamente, mais por algum motivo esse amor se apagou, e agora estão separados. Então, esse amor era verdadeiro ou esse relacionamento era apenas uma paixão passageira (lembrando que uma pessoa pode amar alguém e não estar com ela)? Se foi verdadeiro pensando no que Nelson falou, João e Maria não poderiam mais amar, pois já amaram. É possível que seja assim mesmo? Se tomarmos a afirmação de Nelson como certa, isso pode ser um pesadelo para aquele que sabe que sua esposa teve um grande amor, e agora ela nunca vai poder amá-lo tendo em vista que já amou alguém. Que situação! O que vocês acham?

Você e eu: confissões de uma decepção

Cresci acreditando ser sua, você, acreditando ser meu.

Sempre admirei você com esse riso encantador, com traços de ternura.

O seu olhar inocente de quem quer algo mais tem medo, sempre me chamou a atenção,

fazia meu coração pulsar mais forte.

De todos os nossos dias juntos, o mais importante pra mim foi quando fizemos o pacto.

Depois disso tinha certeza que nunca íamos nos separar.

O lago, as árvores, o gramado repleto de flores, era tudo muito lindo, mais éramos

muito jovens e nos acovardamos. Hoje entendo que o pacto ficou incompleto.

Não sabíamos o destino que estava por vir, não sabíamos mesmo.

Até que fomos tornando-nos adultos e tudo foi mudando, você e eu.

Será que teríamos de ter se entregado um ao outro, quando éramos um?

O que aconteceu com aquele encanto? Ou posso dizer com aquele amor?

Nunca pensei que poderíamos nos tornar pessoas tão diferentes.

Diferentes ao ponto de nos distanciar, de haver um abismo entre você e eu.

Aprendiz de Poeta

Helena de Troia: Culpada ou Inocente?

Helena de Tróia é uma personagem emblemática da Ilíada, que é um grande poema supostamente escrito por Homero por volta do século VIII a.C. Helena era tida como a mulher mais linda do mundo e era casada com Menelau um grande rei lendário da Lacedemónia em Esparta. Em um dado momento o rei Menelau organizou uma festa entre os espartanos e os troianos. Páris filho do rei Príamo de Troia é enviado para representar os troianos na festa que acontece na casa de Menelau. Chegando lá Páris conhece Helena e de imediato se encanta com sua beleza divina. Passado nove dias o festejo ainda continua, no décimo dia Menelau esposo de Helena precisa se ausentar para ir ao funeral de seu avó, mais Páris fica. Para resumir, Helena e Páris se apaixonam, Helena vai embora com Páris para Troia deixando para trás seu esposo e sua filha que tinha apenas nove anos de idade.

O resultado dessa desfeita em nome do amor é a conhecida guerra de Troia, onde morre o grande Aquiles e o queridíssimo e amado Heitor irmão de Páris, primogénito do rei Príamo, sem falar que Troia é completamente destruída. Assim, Helena fica conhecida como a mulher que causou um desastre sem precedentes causando nos troianos certa rejeição a ela, se torna alvo de críticas de muitos poetas gregos e de muitos troianos. No entanto, um retórico e filosofo grego chamado Górgias nascido aproximadamente em 485 a.C escreveu um texto com o nome “Elogio de Helena” onde ele vai defender que Helena é inocente mostrando quatro argumentos.

Se ela foi raptada violentamente, ela não tem culpa, pois que força teria Helena uma mulher sensível, contra um homem forte e astuto.

Se ela foi convencida e enganada pelo discurso, pela palavra, também pode ser absolvida, pois, uma conversa bem articulado é soberana e convence mesmo. Contando ainda com a beleza de Páris, sua juventude e carinho.

As sugestões oferecidas por Páris por meio da conversa provoca prazer e afasta a dor, assim, o poder de persuasão é muito forte e pra ela mais ainda, pois já tinha sido raptada outra vez tornando-a frágil.

Se foi o amor, não podemos evitar a isenção de culpa por parte de Helena, porque contra o amor não é possível lutar, tendo em vista que o amor é para os gregos um deus.

Esses são os argumentos de Górgias para livrar Helena da má fama, o que vocês acham? Helena é culpada pela guerra e tem que carregar esse peso, ou dá pra livra-la da culpa como o Górgias sugeriu? Hoje em dia ainda existem muitas Helenas, mulheres que deixam esposo e filhos para viver um novo amor, não acham?